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Augusto Quidute: A Advocacia Estratégica que Une Tradição e Ciência

Augusto Quidute talhou para si um espaço singular na advocacia pernambucana. Aos 56 anos, sua atuação nas áreas de Direito Cível, Societário e Sucessório distancia-se, conscientemente, das métricas de quantidade. O que define sua prática é o conceito de “advocacia estratégica”, um exercício jurídico focado em causas estratégicas que demandam um direito mais refinado. Em primeiro lugar, essa escolha não foi um acaso, mas o resultado de uma vocação desde cedo, um chamado que o levou a se formar pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) em 1993 e, desde então, manter uma dedicação exclusiva à advocacia.

O DNA da Profundidade Científica e da Paixão Processual

Ele mesmo descreve sua trajetória como muito simples, marcada por uma ascensão lenta e gradual, sem pontos de inflexão abruptos. Contudo, essa aparente simplicidade oculta uma construção metódica de valores e competências. Dois mentores principais solidificaram a base de sua formação prática. Com Manuel Goulart, ele aprendeu um estilo de advogar com muita paixão pelo processo e um cuidado e zelo meticuloso pelas causas. Do mesmo modo, de Jones Figueiredo, absorveu o rigor do estudo científico e jurídico. Essa dualidade, a paixão processual e a profundidade científica, tornou-se o DNA de sua atuação.

Entretanto, embora negue grandes viradas, Quidute aponta um momento decisivo: a decisão de fundar seu próprio escritório, o Quidute, Scavuzzi e Andrade Lima Advogados. O diferencial desse movimento não foi apenas profissional, mas relacional. O objetivo era claro: cercar-se de sócios que são também amigos e profissionais que compartilhassem seu perfil exato. Esse perfil é o que ele define como “old school, mas ao mesmo tempo moderno”.

Tradição e Modernidade na Prática Jurídica

A faceta “old school” reside na sua fidelidade a um tipo de advocacia que o mercado deixou um pouco de lado quando se voltou para a equação financeira do volume. Sua prática exige tempo de estudo, uma imersão que a advocacia de massa não permite. Em contrapartida, a modernidade se apresenta em seu toque de dinamismo e na forma como encara as transformações, como a inteligência artificial.

Ele vê a tecnologia como um acessório à atividade, uma ferramenta que auxilia, mas jamais substitui a ciência jurídica, que ele considera a base e o fundamento do Direito. Em síntese, essa filosofia profissional é sustentada por um temperamento particular. Ele se descreve como muito destemido em relação aos desafios. “A vontade de ganhar tira o medo de perder”, afirma. É uma pessoa que não “titubeia” ou se apresenta insegura, sentindo-se preparado para o combate.

Liderança, Decisão e Legado

A responsabilidade da profissão calibra essa coragem, que ele atribui a uma infância muito livre, curiosa e desafiadora na Boa Viagem dos anos 70, quando o bairro ainda era selva e mangue. Com 32 anos de carreira, ele toma suas decisões após avaliar as variantes sob um alicerce jurídico e estratégico. A experiência, segundo ele, permite estabelecer um certo padrão que reduz o risco e torna as decisões menos difíceis. Acima de tudo, sua liderança é exercida de forma direta: ser exemplo. Sua missão pessoal é contribuir para o aperfeiçoamento do Direito em suas áreas e resolver com o máximo de eficiência os conflitos que lhe são apresentados.

A motivação para essa disciplina diária é inequívoca: “O amor pela profissão. Eu adoro o que faço”. Ainda mais, o legado que deseja construir é a preservação do estilo de advocacia tradicional, onde o advogado permanece como o grande vetor de solução de litígio. Ele considera a advocacia uma das profissões mais bonitas que existe, justamente por seu vínculo com o estudo científico frequente e o desenvolvimento de teses.

O Orgulho de Ser Jurista Pernambucano

Desse modo, esse profundo respeito pela profissão está intrinsecamente ligado à sua identidade. Quidute é pernambucano e sente orgulho de exercer a profissão no estado. Ele recorda que Pernambuco, junto com São Paulo, foi o berço do positivismo jurídico no Brasil e sempre produziu grandes juristas e grandes advogados que se tornaram referências nacionais.

Portanto, ele opera sob a convicção de que “quando você é um bom advogado em Pernambuco, você está entre os melhores do Brasil”.

O Alicerce do Sucesso

Todo esse rigor profissional, no entanto, é ancorado por uma definição de êxito que começa muito antes do escritório. Para ele, sucesso começa em casa: ter uma família estável, o amor da esposa, Valéria, e dos filhos, João Felipe e Maria Clara. Em suma, é essa estrutura familiar sólida que, segundo ele, repercute no seu cotidiano no trabalho.

Defesa de Princípios e Excelência Intelectual

Augusto Quidute honra Pernambuco ao recusar a banalização da prática jurídica. Em um mundo que clama por velocidade e escala, ele defende a profundidade, o zelo e a dimensão científica do Direito. Como resultado, ele perpetua ativamente o legado de excelência intelectual que define a tradição jurídica do estado. Sua carreira reflete o rigor e a defesa de princípios vistos em figuras como Joaquim Nabuco, que também utilizou o profundo estudo da ciência jurídica como alicerce para defender ideais e construir um legado de respeito e ética.

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