Emília Queiroz constrói sua advocacia sobre um alicerce de profundas reorientações vocacionais e uma resiliência moldada por perdas significativas. Como detalhado na matéria de capa desta revista, seu percurso iniciou com a decisão de trocar o Direito pela vida religiosa. Daquela experiência em uma casa de formação no Sul, ela trouxe uma filosofia de vida, a “filialidade heróica”, baseada na coragem de se reconhecer pequeno diante do divino.
Contudo, foi ao cuidar de uma creche que sua verdadeira vocação se manifestou: a maternidade. Assim, o nascimento do filho, José Durval, deu um novo sentido à sua existência. Esse caminho de descobertas foi atravessado pela perda súbita de sua mãe, Fátima, e do irmão, Edvaldo Filho. Como resultado, dessas dores, nasceu seu lema pessoal: “O amor é para hoje”.
A Advocacia como Extensão do Acolhimento
Essa convicção se materializa em sua prática jurídica. De volta ao Direito, por exemplo, encontrou na mediação uma extensão de sua crença na pacificação. Posteriormente, fundou o escritório Oliveira Queiroz e Costa, dando continuidade a uma tradição familiar ao lado do pai, Edvaldo Oliveira, e do marido, Raphael Costa. A banca se diferencia pelo acolhimento, buscando alternativas que tornem os processos sustentáveis. Além disso, possui atuação preventiva em planejamento sucessório e blindagem patrimonial.
Liderança na Educação Jurídica
Sua influência se estende à educação jurídica. Atualmente, é Diretora de Pós-Graduação da ESA-PE, coordenadora de cursos avançados e professora em Recife e São Paulo. Também preside a Comissão de Educação Jurídica da OAB/PE e é membro da comissão nacional no Conselho Federal.
Visão de Futuro: A Essência Humana na Advocacia
Olhando para o futuro, ela defende que a tecnologia não suplantará a essência humana. “O profissional do futuro é o que tem duas características: inteligência emocional e afetividade”, afirma. Dessa forma, está certa de que a técnica sempre dependerá do toque humano para encontrar sentido. Por fim, a mulher que equilibra maternidade e uma carreira de mais de duas décadas prova que é possível se reinventar através do amor, mantendo, como cita Karl Popper, “o futuro aberto”.





