Silvana Pereira Amorim fez da anestesiologia um ato de profunda humanização. Dessa forma, ela converteu a mais alta complexidade técnica em um veículo de acolhimento. Ela se formou em Medicina há 33 anos, com especializações em Anestesiologia e Dor. Além disso, sua carreira foi definida por uma busca incessante por desafios. A princípio, ela integrou a primeira equipe de transplante de fígado do Norte-Nordeste. Nesse sentido, atuou como uma das anestesistas pioneiras nos primeiros procedimentos.
Esta especialidade, a mais complexa do organismo, foi o alicerce de sua reputação nacional. Posteriormente, foi consolidada durante 15 anos no programa da APAF ao lado de Cláudio Lacerda. Sua competência se estendeu à neuroanestesia, com Alex Caetano. Igualmente, à linha de frente da primeira geração de anestesistas de plantão em Pernambuco, há 25 anos. Por exemplo, em hospitais como São Marcos e Esperança.
A Colaboração e o Espírito Inovador
Foi no Esperança que seu trabalho a conectou a Romeu Krause, com quem colabora há 19 anos. Ele se tornou um “pai, amigo e irmão”, um espelho que a impulsiona à inovação. Além disso, afastou o receio de ser uma “médica de beira de estrada”. Essa jornada de excelência a reconduziu ao Hospital Getúlio Vargas, onde fez residência. Atualmente, ela é Supervisora da Residência Médica em Anestesia, formando novas gerações.
A Filosofia da Humanização no Bloco Cirúrgico
Sua filosofia é “Como humanizar o mundo”. No bloco cirúrgico, ela canta e dança. Como resultado, pacientes a descrevem como portadora de “luz” e “paz”, uma presença que acalma. Por exemplo, seja cantando Roberto Carlos para idosos ou fazendo orações.
Força e Resiliência Diante da Provação
Essa força foi forjada na provação: superou duas vezes o câncer de mama. Diante do diagnóstico, há 14 anos, sua pergunta não foi “Por que eu?”, mas “E por que não eu?”. Ela ressignificou o “ser doente”, recusando-se a se abater e viajando entre sessões de quimioterapia. A experiência solidificou sua missão de fortalecer o próximo.
Legado e Futuro
Aposentando-se do vínculo estatal, mas não da profissão, segue o exemplo de seus mentores. Por conseguinte, ela estuda inglês e francês, guiada pela disciplina. Sua trajetória honra Pernambuco ao provar que a vanguarda médica nasce da união entre a maestria técnica e a coragem de humanizar. Enfim, assim como Nise da Silveira, que revolucionou a medicina ao colocar o afeto no centro do tratamento, Silvana utiliza sua ciência como um ato de cuidado, provando que a cura se inicia na forma como se olha o outro.






