Brenda Vieira Belo carrega, em cada atuação, a convicção de que o Direito existe para restaurar o que o conflito desfaz. Natural de Alagoas e radicada em Pernambuco desde o casamento com Otley Farias, ela é filha de Romero Belo e Bárbara Belo. A advogada percorreu duas décadas entre tribunais e salas de aula antes de consolidar, em 2018, o Brenda Belo Advocacia e Consultoria. Com efeito, o escritório traduz com fidelidade sua metodologia própria: ouvir primeiro, decidir depois, pacificar sempre.
Sua trajetória começa na infância partilhada com seis irmãos, onde mediar disputas era o idioma do cotidiano. Ela aprendeu cedo que conversar com cada parte em separado valia mais do que confrontar os dois ao mesmo tempo. Desse modo, esse aprendizado migrou, intacto, para os casos de direito familiar e sucessório que hoje definem sua especialidade. Nesse território sensível, a escuta ativa atua como instrumento central: ouvir para entender, entender para sugerir, e sugerir para pacificar.
A Superação da Timidez e a Docência
A timidez que atravessou a graduação em 1997 foi vencida na sala de aula pernambucana, graças ao encorajamento preciso de Nancy Farias, sua sogra. O conselho soou quase como um comando: entre e dê o seu melhor, como se fosse uma veterana. Ela entrou na sala e, ao simular a autoridade, acabou por possuí-la. Doze mil alunos formados ao longo de duas décadas de docência e gestão acadêmica representam, portanto, o rastro vivo desse gesto de coragem.
O Centro de Gravidade da Prática Civilista
A missão que guia a civilista possui um centro de gravidade preciso: a composição do que o conflito separou. Ela substitui o litígio pelo restauro do vínculo, utiliza a lei como mapa para o entendimento e ampara propósitos onde outros apenas administram processos. Nesse percurso, o direito de família, o sucessório e o contratual deixaram de ser campos de batalha. Pelo contrário, tornaram-se terrenos de acordo.
Sua filha, Maria Luiza, já exibe a mesma clareza e a mesma disposição para simplificar o complexo, como se a empatia fosse de fato um dialeto familiar. Em suma, Brenda Belo advoga com a certeza de quem descobriu que a paz mais duradoura não é a que se impõe pela sentença, mas a que se cultiva pelo entendimento.


