Sinônimo de alegria e animação, o fluminense Ronan Tardin (44) se tornou conhecido em Pernambuco primeiramente ao dar voz à população das periferias de Recife como repórter da TV Globo apresentando o quadro “Calendário” do jornal NE1 da emissora local. O ciclo por lá se finalizou e Ronan foca agora em outros projetos. Sucesso na internet, tem um canal no Youtube que conta com 70 mil inscritos. É cantor da banda Anabela e na pandemia se reinventou, fazendo shows mais intimistas.
Antes do infeliz isolamento que fomos obrigados a viver por causa da pandemia, lembro dos bons tempos quando aglomerar era permitido e sobretudo da sua apresentação eletrizante que contagiou o ambiente com sua animação no Cabanga Iate Clube de Pernambuco na semana pré-REFENO (Regata Internacional Recife/Fernando de Noronha). Quando deixou o palco, não pude hesitar e o convidei para contar um pouco de sua história e envolvimento com a música na revista Paradigma.
Por fim, nesta edição da coluna Music Please, tenho o prazer de virar a cadeira para o amigo Ronan Tardin, – a quem, de antemão, já agradeço pela parceria de anos -, explorando um pouco do seu lado pessoal e o seu lado artístico.
Perguntas e Respostas: Manu Asfora entrevista Ronan Tardin
Manu Asfora – Numa pesquisa no Google, ao digitar seu nome, a plataforma oferece os seguintes complementos automáticos, comente em outras palavras:
Ronan Tardin Saiu da Globo
Ronan Tardin – Liberdade para eu poder fazer o que eu quiser e para eu poder tirar os meus projetos do papel. No início foi complicado, eu fiquei meio sem chão. Mas hoje não voltaria por nada. Foi bom, foi maravilhoso enquanto durou. Hoje em dia eu sou eu, a Globo é a Globo e a gente segue cada vez mais em direções separadas. Eu para um canto, ela para outro. Não sinto a menor falta. Afinal, inclusive, estou mais feliz hoje.
Ronan Tardin e Carla
Ronan Tardin – Carla é uma ex-namorada. Faz parte do passado, não tenho mais contato com ela e só desejo coisas boas para ela.
Ronan Tardin e Namorada
Ronan Tardin – Ronan Tardin não tem namorada! Estou solteiro há três anos. São três anos sem namorada porque eu não quero sacanear ninguém, eu não quero dar satisfações a ninguém, não quero ter um compromisso com ninguém. A prioridade é a minha carreira e assim vai continuar sendo. Solteiro, porém, sozinho nunca! Mas todo mundo sabe que a minha situação é realmente estar solteiro por opção.
Ronan Tardin é Casado
RT – Não, Ronan Tardin nunca foi casado e nunca teve filhos.
Ronan Tardin Idade
RT – 44 anos.
Ronan Tardin: Vida Pessoal
Ronan Tardin Aniversário
RT – 24 fevereiro 1976, mesmo dia do aniversário do Steve Jobs. Curiosidade: Steve Jobs fundou a Apple em 1976, deve ser por isso que eu sou um applemaníaco.
Ronan Tardin Origem
Renan Tardin – Itaperuna. Na verdade, nasci em Bom Jesus do Itabapoana, que é uma cidade ao lado de Itaperuna, interior do Rio de Janeiro. Antes de tudo, sou fluminense, porém, como todos os meus registros de memória são de Itaperuna, eu me considero itaperunense.
Ronan Tardin Demitido
Renan Tardin – Graças a Deus! Deus sabe o momento exato de todas as coisas e eu não tenho problema nenhum com isso. Fui demitido sim da Globo, sem entender, e muita gente também não entendeu porque eu era líder de audiência há nove anos, comandava o quadro de maior audiência do jornal mas chegou a minha hora. Na verdade, a gente sabe mas prefere não falar.
Ronan Tardin Biografia
Renan Tardin – Daria um livro. Na verdade, eu estou escrevendo um livro. Sem pressa, não sei quando vou lançar e eu queria mais que esse livro pudesse ajudar as pessoas. O nome do livro é “O que eu fiz dos meus sonhos”. Eu consegui tudo na vida que eu sempre sonhei quando era criança, então eu quero escrever para poder ajudar pessoas que precisam dessa ajuda, precisam de algum horizonte para ter algum caminho, quero que meu livro seja de ajuda.
Ronan Tardin Altura
Renan Tardin – 1,87m. Eu acho que eu reduzi um centímetro, então tenho 1,86m agora.
Ronan Tardin: Music, Please!
Manu Asfora – Conta um pouco da tua história com a música.
Ronan Tardin – Minha história com a música começou desde pequeno. Eu acho que como todo e qualquer apaixonado pela música. A música sempre fez parte dos meus sonhos. Desde criança eu me imaginava tocando e tendo uma banda. Quando eu vim para Recife, percebi que me sentia sozinho demais porque eu não tinha e não tenho até hoje família aqui. Não tinha amigos aqui. Falei: “Ah! Bora montar uma banda”. Aí montei uma banda por aqui que deu super certo, e já emendo, a melhor coisa que me aconteceu aqui foi montar a Anabela porque a música me aproximou ainda mais das pessoas.
Pré-pandemia
Manu Asfora – Quantos shows você fazia por mês na época pré-pandemia, como você se reinventou nela e quais são as expectativas para o futuro?
Ronan Tardin – Na pré-pandemia nós éramos a banda de pop rock com a maior agenda da cidade. A gente tocava quinta, sexta, sábado e domingo.
Fazíamos frequentemente cinco, seis shows por semana. Ou seja, gente já fez mais de 20 shows por mês, o que é muito legal para uma banda de pop rock em Recife num momento, inclusive, em que o forró estilizado dominava.
Pra gente foi muito bacana, uma época muito legal. Em primeiro lugar, eu tenho muito orgulho da banda que a gente criou, do estilo que a gente criou, do que a gente conseguiu fazer no cenário, de ter tocado em todas as casas, de sempre ser sucesso de público em todas as casas que a gente passou e sempre poder reverter em lucro pro nosso contratante e também em felicidade e alegria para quem convidava a gente para fazer aniversário, casamento e outros eventos.
Ronan Tardin: Pandemia e Futuro
Atualmente, sobre as minhas expectativas para o futuro, eu acho que as coisas na volta [da pandemia] vão ser um pouco diferentes. Eu vou continuar com a banda, a gente vai retomar. Mas eu também vou continuar com minha carreira solo, que durante a pandemia me reinventei e resolvi fazer um show diferente, que deu super certo também. Sou eu sozinho no palco com um computador apenas e fazendo duas horas de diversão e música pra galera se divertir, cantar e dançar. Ademais, eu quero continuar com esses dois projetos, de repente esse projeto que é mais intimista e que cabe em lugares menores, continuar fazendo; e a banda, em lugares mais nervosos, mais agitados. Mas eu acho que nada volta como era, pelo menos, até o meio de 2022.
Manu Asfora – A animação é natural? Qual é o segredo?
Ronan Tardin – Eu não gosto de nenhum tipo de profissional que não faça o que ele estiver fazendo com muito amor e com muito tesão. Em qualquer profissão, sobretudo aos que estão perto de mim, desde a portaria, do técnico de som, do cinegrafista, do pessoal de apoio, da montagem, dos produtores, dos músicos; eu não aceito que ninguém trabalhe comigo sem muito amor pelo que se está fazendo, sem muito tesão. Ou seja, eu acho que isso reflete um pouco.
Ronan Tardin no palco
Quando eu estou no palco eu tenho que entregar o meu melhor. Independente se tiver uma pessoa assistindo ou se tiver lotado como sempre está. Eu tenho a obrigação de entregar o meu melhor sempre e às vezes eu não estou tão bem porque nem todo mundo está bem e feliz todos os dias né. Isso é um fato. Mas eu me sinto na obrigação de entregar a melhor noite para a pessoa que foi ali me assistir. Isso serve para todo mundo que trabalha comigo também.
Eu não suporto ver músico que não toque com animação, com tesão, com vontade, com gás. Então eu acho que esse é o segredo de tudo: amar o que você faz. Independente do dia ser bom ou não, quem está do outro lado, quem está te assistindo, quem está te ouvindo, não tem nada a ver com o que você trás de casa e de onde você vem.
Além disso, você tem que sim entregar o seu melhor e eu acho que você tem que trabalhar com essa ideia na cabeça de sempre entregar o melhor, de que quem está lá não tem nada a ver com o que aconteceu no seu dia e nem o que você está sentido, se você está cansado ou não. Já teve dia que eu estava cansado, falava que não queria ir naquele show, queria descansar. Isso é comum a todo mundo, mas quando eu chego lá, é para cima! Para cima e festa, essa é a ideia.
Ronan Tardin: Música
Manu Asfora – Qual é a música que mais gosta de cantar?
Ronan Tardin – Eu gosto de cantar Capital Inicial (Primeiros Erros), Cássia Eller (Malandragem), Legião Urbana (Tempo Perdido) e Jota Quest (Do Seu Lado). Na verdade, eu gosto de cantar músicas que despertem algum tipo de emoção, que eu possa mergulhar na música e achar que eu tenha composto essa música e passar essa emoção para quem estiver assistindo o show. Então se a música desperta uma emoção, se ela me passa emoção e eu consigo transmitir essa emoção, pode ter certeza que eu vou amar cantar essa música.
Ronan Tardin: Carreira
Manu Asfora – Qual foi o show mais especial da sua carreira?
Ronan Tardin – Sem dúvida nenhuma foi o que a Anabela foi convidada para abrir o Recife Fest Rock que rolou no Chevrolet Hall. A gente tocou na mesma noite com Jota Quest, Biquini Cavadão, Humberto Gessinger e Paralamas do Sucesso. Foi uma noite que eu não vou me esquecer jamais, foi o show mais especial da minha vida. Tocar ao lado dos meus ídolos e poder fazer um show muito bacana, amei.
Ronan Tardin e seus fãs
Manu Asfora – Como é a relação com os fãs?
Ronan Tardin – Me surpreende muito o carinho que recebo de alguns fãs. Eu nem sei se mereço tanto ter fãs, mas tem algumas coisas especiais. Uma que cuida com muito carinho de uma página que ela mesma criou com carinho, com respeito e cuidado com as minhas coisas chamada “Um Amor Tardin” no Instagram. Ademais, outra coisa que eu acho muito interessante também é que tem uma senhora de 86 anos que já foi umas dez vezes nos meus shows. Além disso, tem também o pequeno Gabriel que sempre pede para os pais para ir nos meus shows.
Sempre no meu aniversário, no aniversário da banda, em ocasiões especiais, as pessoas levam presentes, fazem cartas, marcam em fotos, fazem posts. Isso é muito bacana, é um carinho que a gente recebe de forma espontânea, então eu dou muito valor para isso. Eu sou muito feliz de ter essas pessoas que gostam e que acreditam tanto no meu trabalho.





