Daniel Veloso de Souza é um advogado empresarialista cuja identidade profissional foi selada por adoção. Nascido em Campina Grande (PB), chegou ao Recife com apenas um ano de idade, fincando raízes que já somam 47 anos. Desse modo, ele se define como um pernambucano de coração e profundamente bairrista.
O Início da Trajetória e o Direito Sucroalcooleiro
Formado pela AESO em 1998, seu início foi no escritório Carvalho e Lemos. Lá, sob a mentoria de Alexandre Lemos e Luciano Carvalho, ele foi escolhido pelo complexo Direito Sucroalcooleiro. Ali, aprendeu a gerenciar os passivos de um setor que enfrentava momentos difíceis e desafiadores.
Em 2002, fundou a própria banca, Daniel Veloso e Advogados. Ao mesmo tempo, ele iniciou uma trajetória acadêmica paralela, acumulando especialização e mestrado na UFPE, além da docência na Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, leciona na instituição desde 2008.
A Virada de Chave: Reestruturação Empresarial
O divisor de águas em sua carreira veio em 2005, com a nova Lei de Recuperações Judiciais e Falências. Como resultado, a legislação permitiu-lhe afunilar sua atuação. Sua primeira recuperação judicial como advogado titular, já sem os mentores, foi sua grande sala de aula, um desafio que o ensinou e lhe abriu um horizonte mais distante. Portanto, deixou de ser apenas um gestor de passivos para se tornar um reestruturador de empresas, oferecendo também planejamento societário e sucessório.
Advocacia de Alfaiataria e Atendimento Full Time
Contudo, seu diferencial competitivo não é ser “full service”, mas sim “full time”. Ele oferece uma advocacia de alfaiataria, uma boutique jurídica onde a disponibilidade é total — sábado, domingo, feriados. Assim, garantindo que o cliente se sinta plenamente acolhido.
Esse senso de missão se aprofunda no que considera sua maior contribuição, medida pelo impacto emocional: a assessoria a microempreendedores individuais e pessoas simples. Muitas vezes, ele presta o serviço cobrando um valor simbólico, apenas para que valorizem o auxílio. Dessa forma, garantindo assim o acesso à justiça. “Quando termino uma ação como essa, eu me sinto útil”, confessa.
Legado e Advocacia Humanizada
Essa filosofia é fruto de sua origem. Vindo de uma família simples, a ausência de recursos foi, ao mesmo tempo, seu maior obstáculo e sua maior mola propulsora. Por ser o primeiro profissional do Direito em sua linhagem, ele conhece o valor de andar de ônibus.
Recentemente, a perda de seu pai, Durvanil, intensificou sua reflexão sobre legado. Para ele, legado não é herança, mas a capacidade de ser um portal para a felicidade alheia. Sua trajetória honra Pernambuco ao utilizar o denso respaldo intelectual do estado como plataforma para uma advocacia humanizada. Ele atua consciente de estar pisando em um solo que foi bem semeado. Assim como os luminares que admira, de Lourival Villanova a Mary Elbe Queiroz, ele compreende que o Direito é uma força viva. Porém, adiciona à tradição uma dedicação integral ao indivíduo, seja ele um grande empresário em crise ou um pequeno empreendedor precisando de direção.






