Nomes que Honram Pernambuco

Teresa Asfora: Coragem e Realizações na Educação Pernambucana

Teresa Abrahamian Asfora define sua biografia de 92 anos pelo título que ela mesma escolheria para seu livro: “Coragem e Realizações”. Nascida em Poços de Caldas, sua história em Pernambuco começa com uma imagem indelével: a chegada de navio ao porto do Recife. Por conseguinte, esse dia de sol radiante se contrapôs à sua terra natal, fria e nublada. Foi um encantamento imediato pela paisagem humana local. Ela se encantou, sobretudo, pelas pessoas simples que vendiam frutas em balaios.

A Influência da Herança Armênia

Essa capacidade de abraçar o novo foi herdada dos pais, Abraham e Lussaper, imigrantes armênios. Ela os admirava pela aptidão em resgatar a vivência em um país estranho. Eles conseguiram isso, por exemplo, aprendendo um idioma e costumes diferentes. A semente de sua determinação brotou cedo. Aos 9 anos, ela já buscava ser parceira de trabalho do pai. Assim, absorvia dele não apenas a rotina laboral, mas também a compreensão da política mundial na era da Segunda Guerra.

Da Indústria à Vocação Educacional

Essa curiosidade intelectual a levou a sonhar com a Faculdade de Direito. Contudo, um professor julgou o ambiente universitário “agitado” demais para uma jovem da época, e o plano foi interrompido aos 17 anos. A vida a conduziu primeiro à indústria metalúrgica. Lá, ela trabalhou ao lado do marido, Teófilo Asfora, um empreendimento que ela admirava.

A Dedicação de 46 Anos à Escola O Pequenote

No entanto, foi no encerramento desse ciclo que sua maior realização pessoal teve início. Teresa se dedicou por 46 anos à Escola O Pequenote. Ali, aposentando-se apenas aos 85, ela transcendeu a função de diretora administrativa. Conhecida carinhosamente como “Tequinha”, ela encontrou sua paixão na formação psicológica das crianças. Além disso, valorizava o desenvolvimento humano acima dos resultados acadêmicos.

Para ela, era vital transmitir as alegrias de seu próprio tempo. Portanto, ensinou seus alunos a pular corda dupla e a jogar bola de gude. Desse modo, resgatou brincadeiras que a modernidade havia deixado para trás. Ela se deleitava em ver aquelas crianças se tornarem líderes. Analogamente, ensinavam esses jogos esquecidos a outros amigos.

Um Legado de Memória e Conexão Humana

Sua filosofia de vida, ancorada na fé e na busca por respostas internas, moldou uma educadora que enxergava o indivíduo por completo. Hoje, seu legado é medido não em bens materiais. Pelo contrário, é medido nos “pedacinhos de papéis” que guarda: cartões e bilhetes que despertam sentimentos. Em suma, são memórias de uma vida dedicada a ajudar o próximo.

Teresa honra Pernambuco pela escolha de adotar esta terra. Ela dedicou quase meio século à fundação de seu capital mais precioso: suas crianças. Ela se tornou uma guardiã da memória afetiva. Por conseguinte, preservou a essência do brincar e a importância da conexão humana. Sua trajetória se assemelha à de Ariano Suassuna. Ambos, mineira e paraibano, foram capturados por Pernambuco e se tornaram defensores de uma cultura. Por fim, se Ariano protegeu a alma do Sertão em sua obra, Teresa protegeu a alma da infância nos pátios da escola, provando que a maior realização é, de fato, a coragem de formar gente.

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