Foto Bruno Castanha
Depressão
Falar de depressão é ir muito mais além do sintoma, é buscar a compreensão da dor inerente do ser humano, invisível aos olhos. Como já dizia Carl Jung (1948): “Até que você faça consciente o inconsciente, ele vai dirigir sua vida e você vai chamá-lo de destino”.
Dentro do contexto da pandemia do COVID-19, bem como todo um mundo globalizado, o sujeito é cobrado a desenvolver características: proativa, acelerando a busca para uma produção com novas propostas; tendo que aprender a se reinventar e se reorganizar em um novo modelo de vida, que gera cada vez mais ansiedade, podendo evoluir mecanismos que trabalham o cérebro de maneira diferente, causando alterações nas áreas que controlam o humor, o pensamento, a tomada de decisões, o sono e o apetite. É por isso que se faz necessário um tratamento, podendo necessitar do uso medicamentoso e o trabalho pessoal em psicoterapia, para controlar tais alterações como: estresse, ansiedade generalizada, síndrome do pânico, agorafobia, depressão, dentre outras, que o corpo e a mente vêm manifestando sintomas, e o sujeito não percebe, até entrar em uma crise.
Em seus episódios depressivos típicos, o indivíduo apresenta humor deprimido, energia reduzida, perda de interesse e prazer, com fatigabilidade que pode se manifestar de forma leve, bem como moderada ou grave. A gravidade do humor e comportamento pode desenvolver possíveis transtornos associados à doença.
A mente precisa ser tão bem cuidada como nosso corpo. É necessário compreender nossas emoções e ficarmos atentos a nossa mudança de humor. No trabalho pessoal em psicoterapia, é possível não chegar ao declínio e buscarmos a resiliência dos nossos conflitos internos. A psicanálise irá contribuir na demanda de angústia do sujeito, que faz dele inconscientemente, um ser que sofre e que geralmente irá recordar, repetir e elaborar na psicoterapia, seus conteúdos recalcados da infância.
O fazer clínico na contemporaneidade, chama atenção para o papel do terapeuta enquanto acolhedor e ao mesmo tempo como intercessor para potencializar as subjetividades modernas, que marca o desconforto e o estranho em nós. Com esse olhar, a psicologia clínica presencial e on-line em seu acompanhamento, vai acolhendo e pontuando as entrelinhas que o paciente em sua associação livre apresenta em seus discursos, muitas vezes repetitivos, porém, necessários para uma reelaboração psíquica ao ponto de perceber o seu movimento comportamental, e assim, vai dando sentido ao seu conhecimento pessoal, entendendo seus mecanismos de defesa que o deprime e transtorna nos sintomas.
Alessandra Remigio de Farias Andrade, Psicóloga (CRP 02/13.823) Especialista em Clínica Psicanalítica; Análise do Comportamento, Transtornos Alimentares e Cirurgia Bariátrica; Uso Indevido de Álcool e outras Drogas; Empresária das Clínicas: AEMS Vallemar Psicologia e AEE HumanaMente Psicologia.




