Será relançada hoje (29) a nova edição do livro “BRÁULIO LACERDA – Um advogado visto por juízes e outras testemunhas”, de autoria do jornalista Carlos Cavalcante, ambos já falecidos. A reedição, pela EDITORA MOINHO, que integra a série Personalidades Pernambucanas, contou com o o apoio da FOLHA DE PERNAMBUCO, e destaca o perfil do renomado criminalista pernambucano, que teve atuação destacada em processos de grande repercussão no Estado. O texto abrange depoimentos de personalidades do mundo jurídico, político, intelectual e empresarial sobre BRÁULIO LACERDA, entre os quais o do Presidente da FOLHA, Eduardo Monteiro, além de conter extensa entrevista e também artigos, de sua autoria, para livros e jornais, inclusive para a FOLHA DE PERNAMBUCO. A parte biográfica do livro traz as informações de que ele ocupou o cargo de Educador Social na Fundação da Promoção Social no governo Cid Sampaio e foi Assessor da Procuradoria Jurídica do Movimento de Cultura Popular durante o primeiro governo Miguel Arraes; foi advogado do Sindicato dos Metalúrgicos (1966/1970), tendo, em 1971, assumido o cargo de Defensor Criminal e, posteriormente, Chefe da Assistência Judiciária aos Oficiais e Praças da PMPE; o escritório de Bráulio, que fez escola como penalista, foi pioneiro no Estado na concessão de estágios profissionalizantes, tendo participado da maioria dos grandes processos criminais de Pernambuco nos últimos quarenta anos; foi aclamado pela Imprensa por oito vezes com o título de “Advogado do Ano” (1971, 1973, 1974, 1982, 1983, 1986, 1993 e 1997); participou de Congressos, Seminários e Painéis; foi agraciado com a “Medalha de Ouro do Mérito Militar”, outorgada pelo governo do Estado (2º Governo Miguel Arraes); foi distinguido em 2017 pela OAB/PE com a medalha JOAQUIM AMAZONAS, tendo ainda recebido homenagem póstuma do Tribunal de Justiça de Pernambuco neste ano de 2022 por sua destacada atuação no júri. A obra ainda traz algumas curiosidades, como o fato dele, antes de advogado, ter sido bancário e repórter do Jornal do Commercio, tendo, ainda, em plena vigência do AI-5, encaminhado denúncia à Comissão de Direitos Humanos da ONU, noticiando a existência do “presídio de Dois Unidos”, administrado à margem do sistema penitenciário oficial, estabelecimento onde os presos eram sistematicamente submetidos a maus tratos, vindo o presídio a ser fechado após a denúncia por força da pressão exercida pela mídia internacional sobre o governo militar brasileiro. A nota final e curiosa é que Bráulio foi, aos 23 anos, o mais jovem presidente no Brasil da Sociedade de Proteção aos Animais (1966/67, reeleito para o biênio 1968/69). O evento será às 17 horas, na sede da OAB/PE, com dedicatória do filho do homenageado, o também advogado criminal BRUNO LACERDA, que organizou a reedição do livro.
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